Sobre a Revista

A Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde (Reciis) é editada, desde 2007, pelo Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

Trata-se de um periódico interdisciplinar trimestral de acesso aberto, revisado por pares e sem ônus para o autor. Publica textos inéditos, em português, inglês, espanhol ou francês, de interesse para as áreas de comunicação, informação e saúde coletiva. As submissões à Reciis são em fluxo contínuo. Apenas para os textos propostos aos dossiês temáticos, há um período específico para submissão, conforme indicado em Notícias. Os meses de publicação são: março, junho, setembro e dezembro.

A Reciis não cobra taxa de processamento de artigo, o que inclui avaliação, edição, publicação, distribuição e acesso dos manuscritos submetidos.

Atualizado em 25/01/2023

e-ISSN 1981-6278

Edição Atual

					Visualizar v. 16 n. 4 (2022): Dossiê Trabalho por Plataformas Digitais e Saúde
Publicado: 23-12-2022

Editorial

Notas de conjuntura

Artigos originais

Resenhas de livros e produções audiovisuais

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Dossiê Saúde Digital (v. 17, n. 3) jul./set. de 2023

03-01-2023

As tecnologias da informação e da comunicação (TICs) e a interconectividade foram destacadas na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável como ferramentas “para acelerar o progresso, reduzir a divisão digital e desenvolver sociedades do conhecimento”. O uso das TICs na área da Saúde e os processos socioeconômicos dele decorrentes fazem parte da área de conhecimento e prática que vem sendo denominada de Saúde Digital. A Saúde Digital também englobaria termos anteriores como “e-Saúde” e “Saúde 4.0”, mas é ainda considerada um conceito polissêmico, complexo e em construção.

Em 2005, na Assembleia Mundial de Saúde, a Organização Mundial de Saúde (OMS) instigou os países membros a elaborar planos estratégicos para o desenvolvimento e a implementação de estratégias de e-Saúde. Já em 2021, a OMS publicou a Estratégia Global de Saúde Digital 2020-2025, ressaltando sua importância para ampliar o acesso à saúde e beneficiar as pessoas de maneira ética, segura, confiável, equitativa e sustentável. Nesse sentido, tanto o documento da OMS quanto o manual da Organização Panamericana de Saúde (OPAS) para o uso de inteligência artificial em saúde enfatizam a importância de princípios orientadores, especialmente: transparência, acessibilidade, escalabilidade, replicabilidade, interoperabilidade, privacidade, segurança e confidencialidade, centralidade nos usuários e não discriminação.

Apesar de seu potencial, a Saúde Digital se apresenta com grandes desafios e riscos. O “Paradoxo da Saúde Digital” é um exemplo. O potencial de ampliar o acesso à saúde se depara com a divisão digital, fazendo com que os indivíduos que poderiam ser os maiores beneficiados sejam os que têm menos condições de utilizá-la (pela exclusão digital, por exemplo), e ainda tornando-os mais vulneráveis em um cenário de infodemia e desinformação, além da possibilidade de uso de seus dados.

Reconhecida recentemente como um direito fundamental na Constituição Federal Brasileira, a proteção de dados pessoais é outro desafio importante diante da rápida digitalização dos serviços de saúde. A Lei Geral de Proteção de Dados classifica os dados de saúde como sensíveis e que, portanto, precisam ser tratados com cuidado redobrado, porque podem gerar algum tipo de preconceito ou discriminação, ampliando a condição vulnerável dos cidadãos.

Com a pandemia de covid-19 e o estabelecimento de políticas e ações voltadas à Saúde Digital, houve um aumento significativo no desenvolvimento e na implementação das estratégias de Saúde Digital no Brasil. Sendo assim, faz-se cada vez mais necessária a discussão dos inúmeros aspectos que fazem parte desse vasto campo. Este dossiê da Reciis tem como objetivo fomentar a reflexão e a discussão de diferentes temas, abordando tanto aspectos conceituais e abstratos quanto desafios práticos associados à infraestrutura, ao uso de dados de saúde e à governança da Saúde Digital.

Serão avaliados artigos originais nos seguintes eixos temáticos:

  • Definição/Conceito de Saúde Digital;
  • Direitos Humanos, direitos digitais, ética, privacidade, proteção de dados pessoais;
  • Determinantes sociais de saúde, justiça cognitiva, literacia digital;
  • Ciência de dados e Inteligência Artificial na saúde;
  • Saúde móvel, Telessaúde, infraestrutura, conectividade e redes;
  • Saúde pública digital: vigilância em saúde, sistemas de informação, planejamento e gestão;
  • Comunicação de dados, Infodemia, Desinformação;
  • Economia na Saúde Digital: conflitos e articulações entre setores público e privado.

Editores convidados: Raquel De Boni (Icict/Fiocruz), Matheus Z. Falcão (Cepedisa/USP) e Rodrigo Murtinho (Icict/Fiocruz),

Prazo de submissão: até 10 de abril de 2023.

Estimativa de publicação: v. 17, n. 3, julho/setembro de 2023.

Ao submeter o trabalho, por favor, use a categoria Dossiê Saúde Digital.

Saiba mais sobre Dossiê Saúde Digital (v. 17, n. 3) jul./set. de 2023

Temáticas de interesse

  • Análise de materiais educativos, campanhas e estratégias de comunicação e saúde
  • Audiovisual e saúde
  • Comunicação e divulgação científica
  • Comunicação, mediações e práticas socioculturais em saúde
  • Comunicação, informação e saúde como direitos humanos
  • Educação, comunicação e informação em saúde
  • Ética em comunicação, informação e saúde
  • Formação em comunicação, informação e saúde
  • Indicadores de saúde, avaliação e monitoramento de políticas de saúde
  • Informação científica e saúde
  • Inovação em tecnologias de informação, comunicação e saúde
  • Internet e redes sociais em saúde
  • Jornalismo, publicidade e saúde
  • Políticas de comunicação, informação e saúde
  • Políticas e práticas de acesso aberto
  • Processos de midiatização e o campo da saúde
  • Prospecção, estudos métricos de ciência e tecnologia em saúde
  • Saúde e mídia
  • Sistemas de informação, inquéritos e pesquisas de saúde
  • Teorias e metodologias de pesquisa em informação e comunicação em saúde
  • Tecnologias de informação e comunicação em saúde
  • Terminologias, linguagens e sistemas de classificação em saúde
 

 

Qualis

2017-2020: A3 

Atualizado em 16/01/2023


Indicadores e transparência

Taxa de rejeição do ano de 2021: 68% dos manuscritos.

Etapa de rejeição: 66% no deskreview.

Tempo médio de fluxo editorial em 2021: 6 meses. Tempo médio (2017-2021): 9 meses.

Índice h: 13.

Mediana: 21.


Mídias sociais

A Reciis possui perfis nas seguintes redes sociais e plataformas digitais para divulgação de seu conteúdo e interação com leitores, pesquisadores e autores.

Facebook: https://www.facebook.com/ReciisIcictFiocruz

Instagram: https://www.instagram.com/reciis_fiocruz/

Spotify/Programa Revozes: https://open.spotify.com/show/5EwKNBaCnJioc8vJj64sEo?si=a70a4d6b694a4263

Atualizado em 23/08/2022