Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde

A Reciis é editada, desde 2007, pelo Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

Trata-se de um periódico interdisciplinar trimestral de acesso aberto, revisado por pares e sem ônus para o autor. Publica textos inéditos, em português, inglês ou espanhol, de interesse para as áreas de comunicação, informação e saúde coletiva. Privilegia a publicação de textos que se deem nas interfaces entre comunicação e saúde e entre informação e saúde, atendendo às principais temáticas de interesse da revista.

Por comunicação e saúde, entende-se, sobretudo, o amplo espectro de investigações sobre as políticas públicas de comunicação em suas relações com a saúde, bem como as de saúde em suas conexões com o direito à comunicação e à informação, as práticas de comunicação no campo da saúde, as mediações culturais e comunicativas nos processos de saúde-doença-cuidado, a comunicação como constitutiva das desigualdades sociais em saúde, os fenômenos comunicativos em sua relação com os processos de sociabilidade, identidade e subjetivação, as imbricações entre saúde e mídia, considerando seus múltiplos formatos, suportes e contextos, bem como os processos de midiatização da saúde.

Já por informação e saúde, compreende-se temas variados, como, por exemplo, o aprimoramento de metodologias de coleta e análise de dados sobre situações de saúde, considerando suas determinantes socioambientais, o monitoramento e a avaliação de indicadores e políticas de saúde, os estudos sobre a produção científica, a informação e comunicação científicas e as políticas para ciência e tecnologia em suas interações com a saúde, a produção e o manejo da informação científica e tecnológica em saúde, a gestão da informação e do conhecimento em saúde, sistemas de informação, os repositórios, os arquivos e as bibliotecas no processo de produção, circulação e apropriação de conhecimento no campo da saúde.

Por fim, a inovação, campo de saber e atuação que também dá título à revista, vem sendo entendida desde 2018 exclusivamente no que diz respeito a inovações em tecnologias de informação e de comunicação no campo da saúde, na formação profissional e no ensino de ciências da saúde.

As seções da revista são constituídas por artigos originais, artigos de revisão, ensaios, entrevistas, editoriais, notas de conjuntura, relatos de experiência e resenhas de livros e de produções audiovisuais que configuram textos com temática livre, em submissões de fluxo contínuo de caráter espontâneo ou a convite dos editores.

Desde 2019, a Reciis adota a prática de publicação de dossiês temáticos que, dentro de uma edição específica e a partir de um tema motivador, reúnem conhecimentos em torno das áreas que a nomeiam, promovendo, assim, o debate e a reflexão de suas práticas de pesquisa.

Atualizado em 11/02/2020

e-ISSN 1981-6278


Temáticas de interesse


  • Análise de materiais educativos, campanhas e estratégias de comunicação e saúde
  • Audiovisual e saúde
  • Comunicação e divulgação científica
  • Comunicação, mediações e práticas socioculturais em saúde
  • Comunicação, informação e saúde como direitos humanos
  • Educação, comunicação e informação em saúde
  • Ética em comunicação, informação e saúde
  • Formação em comunicação, informação e saúde
  • Indicadores de saúde, avaliação e monitoramento de políticas de saúde
  • Informação científica e saúde
  • Inovação em tecnologias de informação, comunicação e saúde
  • Internet e redes sociais em saúde
  • Jornalismo, publicidade e saúde
  • Políticas de comunicação, informação e saúde
  • Políticas e práticas de acesso aberto
  • Processos de midiatização e o campo da saúde
  • Prospecção, estudos métricos de ciência e tecnologia em saúde
  • Saúde e mídia
  • Sistemas de informação, inquéritos e pesquisas de saúde
  • Teorias e metodologias de pesquisa em informação e comunicação em saúde
  • Tecnologias de informação e comunicação em saúde
  • Terminologias, linguagens e sistemas de classificação em saúde
 

Indexações

B1 - Comunicação e Informação; Direito; Ensino

B2 - Ciência Política e Relações Internacionais; Interdisciplinar

B3 – História; Psicologia

B4 - Administração Pública e de Empresas, Ciências Contábeis e Turismo; Antropologia / Arqueologia; Artes / Música; Ciências Ambientais; Enfermagem; Engenharias III; Medicina II; Odontologia; Saúde Coletiva; Serviço Social; Sociologia

B5 - Economia; Engenharias II; Engenharias IV; Nutrição

C - Ciências Biológicas I; Ciências Biológicas II; Ciência da Computação; Educação; Farmácia; Matemática / Probabilidade e Estatística; Medicina I; Medicina III

 

Indicadores e transparência


Taxa de rejeição do ano de 2021: 68% dos manuscritos.

Etapa de rejeição: 66% no deskreview.

Tempo médio de fluxo editorial em 2021: 6 meses. Tempo médio (2017-2021): 9 meses.

Índice h: 13.

Mediana: 21.

 

Mídias sociais


A Reciis possui perfis nas seguintes redes sociais e plataformas digitais para divulgação de seu conteúdo e interação com leitores, pesquisadores e autores.

Facebook: https://www.facebook.com/ReciisIcictFiocruz

Instagram: https://www.instagram.com/reciis_fiocruz/

Spotify/Programa Revozes: https://open.spotify.com/show/5EwKNBaCnJioc8vJj64sEo?si=a70a4d6b694a4263

 

Atualizado em 16/05/2022

Notícias

 

Prorrogação de prazo para o envio de trabalhos - Dossiê Trabalho por Plataformas Digitais e Saúde (v. 16, n. 4)

 

Novo prazo de submissão vai até o dia 18 de julho

O prazo para submissão de artigos inéditos para o dossiê Trabalho por Plataformas Digitais e Saúde da Reciis foi prorrogado. A nova data é até o dia 18 de julho. 

Confira a chamada pública no site.
 
Publicado: 2022-07-05
 

Dossiê - Gestão da informação e da comunicação em saúde

 

Dentro do vasto campo da saúde e de suas diversas ramificações, seja em estruturas de prestação de serviços (hospitais, clínicas, unidades básicas e outros), seja dentro do grande sistema de saúde (instituições de ensino, veículos de comunicação, fornecedores, governo, órgãos de vigilância e monitoramento, associações da sociedade civil, entre outros, que contribuem sobremaneira para a promoção, prevenção e atenção à saúde), temos dois grandes campos que interagem, se relacionam e se imbricam nessa relação: a gestão da informação e da comunicação em saúde. É a informação, e suas formas de produção, circulação e consumo, que conecta essas partes de um sistema complexo, como a Saúde Coletiva.

Os diversos procedimentos dos fluxos assistenciais, administrativos e logísticos da saúde são atravessados e se sustentam na realização de ações informacionais e comunicacionais, fatores fulcrais para o adequado funcionamento de qualquer organização, que no setor saúde ainda se revela de forma mais acentuada.

Essa relevância se deve principalmente aos diversos riscos que se apresentam às instituições e às pessoas envolvidas (pacientes, familiares, profissionais, sociedade) quando o gerenciamento desses temas não é empreendido de forma adequada, demonstrando a importância do fortalecimento de estudos científicos que embasam a tomada de decisão para a definição de protocolos, sistemas e padrões de atuação.

A complexa teia informacional-comunicacional do setor saúde figura-se ainda como múltipla, transversal e interdisciplinar, proporcionando que variadas áreas possam contribuir com distintos olhares que se complementam para a reflexão quanto à melhoria contínua dos processos no âmbito dos aparelhos e serviços de saúde. Grande parte dessa informação circula atualmente em ambientes digitais os mais diversos e sem a integração necessária, o que vem alterando a organização do trabalho em saúde e a relação entre cidadãos e o sistema de saúde.

Os pontos a serem discutidos neste dossiê partem desde o pensamento sobre comunicação enquanto mediação entre seres humanos para o fortalecimento de vínculos, bem como sua caracterização técnica de ferramentas para a conexão destes, até a informação como um insumo comunicacional e base de dados essencial para o monitoramento de políticas e de participação social e a continuidade da produção de sentidos na assistência e vigilância em saúde, assim como formas de armazenamento, uso e tratamento efetivo dos dados utilizados entres os campos da informação e da comunicação.

Serão avaliadas propostas de artigos originais nos seguintes eixos temáticos:

  • Gestão do conhecimento e da informação em saúde;
  • Comunicação visual da informação em saúde;
  • Comunicação de dados em saúde;
  • Perspectivas interseccionais na organização do conhecimento em saúde;
  • Ciência aberta e a gestão da informação em saúde;
  • Produção científica e tecnológica em saúde;
  • Saúde digital, inclusão social e segurança de dados;
  • Modelagens de sistemas de informações em saúde;
  • Sistemas de informação em saúde e a produção do conhecimento;
  • Relações político-comunicacionais entre organizações, públicos e sociedade;
  • A gestão da comunicação, as estratégias de visibilidade e a legitimidade das organizações de saúde;
  • Opinião pública, imagem pública e estratégias de reconhecimento das organizações de saúde em contextos midiatizados;
  • A desinformação em saúde como problema de gestão de informação e comunicação;
  • A qualidade da informação em saúde: princípios, políticas e práticas;
  • A memória organizacional e a gestão da informação e da comunicação em saúde;
  • A gestão da comunicação como possibilidade para melhoria da qualidade e segurança das pessoas nas unidades de saúde.

 

Editores convidados: Mario Pérez-Montoro (Universitat de Barcelona – Espanha); J. Antônio Cirino (Universitat de Barcelona – Espanha).

 

Prazo de submissão de artigo: até 12 de setembro de 2022.

Publicação: janeiro/março de 2023.

Ao submeter o trabalho, por favor, use a categoria Dossiê Gestão da informação e da comunicação em saúde.

 

Dossier - Gestión de la información y comunicación en salud

Dentro del vasto campo de la salud y sus diversas ramas, ya sea en estructuras de servicios (hospitales, clínicas, unidades básicas y otros) o dentro del gran sistema de salud (instituciones educativas, vehículos de comunicación, proveedores, agencias gubernamentales, organismos de vigilancia y supervisión, organismos de la sociedad civil, entre otros), que contribuyen en gran medida al desempeño de la promoción, prevención y atención a la salud, tenemos dos grandes campos que interactúan, se relacionan y se entrelazan en esta relación: la gestión de la información y la comunicación en salud. Es la información, y sus formas de producción, circulación y consumo, lo que conecta estas partes de un sistema complejo, como es la Salud Pública.

En los diversos procedimientos de atención a la salud, los flujos administrativos y logísticos se entrecruzan y se articulan a respecto a la realización de acciones informativas y comunicacionales; factores centrales para el buen funcionamiento de cualquier organización, que en el sector salud es aún más pronunciado.

Esta relevancia se debe principalmente a los diversos riesgos que afectan a las instituciones y a las personas relacionadas (pacientes, familiares, profesionales, sociedad) cuando no se emprende adecuadamente el manejo de estos temas, demostrando la importancia de fortalecer los estudios científicos que sustentan la toma de decisiones para la definición de protocolos, sistemas y estándares de acción.

La compleja red informacional y comunicacional del sector salud también se muestra como múltiple, transversal e interdisciplinaria, disponiendo de varias áreas que pueden contribuir desde diferentes perspectivas y que se complementan entre sí para la reflexión sobre la mejora continua de los procesos en el ámbito de los dispositivos y los servicios de salud. Gran parte de esta información circula actualmente en los más diversos entornos digitales y sin la integración necesaria, lo que ha ido modificando la organización del trabajo sanitario y la relación entre los ciudadanos y el sistema sanitario.

Los puntos a tratar en este dossier abarcan desde el pensamiento sobre la comunicación como mediación entre seres humanos para el fortalecimiento de vínculos, así como su caracterización técnica de herramientas para la conexión de estos, hasta la comunicación de información asignada y en base de datos esencial para el seguimiento de políticas y participación social y continuidad de la producción de significados en el cuidado y la vigilancia de la salud, pasando por las formas  efectivas de almacenamiento, uso y tratamiento de los datos utilizados entre los campos de la información y la comunicación.

Las propuestas de artículos originales se evaluarán dentro de los siguientes ejes temáticos:

  • Gestión del conocimiento y la información en salud;
  • Comunicación visual de la información de salud;
  • Comunicación de datos sanitarios;
  • Perspectivas interseccionales en la organización del conocimiento en salud;
  • Ciencia abierta y gestión de la información en salud;
  • Producción científica y tecnológica en salud;
  • Salud digital, inclusión social y seguridad de datos;
  • Modelización de sistemas de información en salud;
  • Sistemas de información sanitaria y producción de conocimientos;
  • Relaciones político-comunicativas entre organizaciones, público y sociedad;
  • Gestión de la comunicación, estrategias de visibilidad y legitimidad de las organizaciones de salud;
  • Opinión pública, imagen pública y estrategias para el reconocimiento de las organizaciones de salud en contextos mediados;
  • La desinformación en salud como problema de gestión de la información y comunicación;
  • La calidad de la información sanitaria: principios, políticas y prácticas;
  • Memoria organizacional y gestión de la información y comunicación en salud;
  • La gestión de la comunicación como posibilidad de mejorar la calidad y seguridad de las personas en las unidades de salud.

 

Editores invitados: Mario Pérez-Montoro (Universitat de Barcelona - España); J. Antônio Cirino (Universitat de Barcelona - España).

Plazo de entrega: hasta el 12 de septiembre de 2022.

Publicación: Enero/Marzo 2023.

Al enviar el artículo, utilice la Categoría Dossier Gestión de la información y la comunicación en salud

 

Dossier – Healthcare Information and Communication Management

 

Within the vast discipline of healthcare and its many branches, whether service providers (hospitals, clinics, public health clinics, etc.) or large healthcare systems (educational institutions, communication vehicles, service providers, the government, monitoring and inspection agencies, civil society organizations and others that greatly contribute to promotion, prevention and health care), there are two large areas that interact, interrelate, and overlap in this relationship: management of information and of communication in healthcare. It is information, and its forms of production, circulation and consumption, that connect these parts of a complex system, such as Public Health. 

The different procedures of the healthcare service-provision, administrative and logistic flows are interlinked and supported by informational and communicational actions—key factors in the proper functioning of any organization, but even more critical in the healthcare sector.

This relevance is principally due to the variety of risks to the institutions and people involved (patients, family members, professionals and society) when these areas are not managed adequately, demonstrating the importance of further scientific studies as a basis for decision-making with respect to operational protocols, systems and standards.

The complex information-communication web in the healthcare sector is still multiple, transversal and interdisciplinary, with the result that different areas can contribute with distinct, complementary viewpoints to reflections on the continuous improvement of processes related to healthcare equipment and services. Much of this information currently circulates in the most diverse digital environments and without the necessary integration, which has been changing the organization of health work and the relationship between citizens and the health system. 

The topics to be discussed in this dossier range from viewing communication as mediation between people with the objective of strengthening ties—in addition to its technical characterization as a tool for connection between individuals—to information as communicational input and an essential database for the monitoring of policies and of social participation and continuity of the production of meaning in healthcare services, as well as the effective forms of storage, data use and treatment employed by the fields of information and communication.

Original article proposals in the following thematic areas will be evaluated:

  • Management of knowledge and information in healthcare;
  • Visual communication of information in healthcare;
  • Communication of data in healthcare;
  • Intersectional perspectives on the organization of knowledge in healthcare;
  • Open science and the management of healthcare information;
  • Scientific and technological production in healthcare;
  • Digital health, social inclusion and data security;
  • Modeling of information systems in healthcare;
  • Healthcare information systems and the production of knowledge;
  • Political-communicational relations between organizations, the public and society;
  • Management of communication, visibility strategies and the legitimacy of healthcare organizations;
  • Public opinion, public image and strategies for recognition of healthcare organizations in media contexts;
  • Healthcare disinformation as an information and communication management problem;
  • The quality of healthcare information: principles, policies and practices;
  • Organizational memory and the management of healthcare information and communication;
  • Communication management as a means to improve the quality and safety of people in healthcare facilities.

 

Invited editors: Mario Pérez-Montoro (Universitat de Barcelona – Spain); J. Antônio Cirino (Universitat de Barcelona – Spain).

Deadline for submission of articles: September 12, 2022

Publication: January/March 2023

When submitting the article, please use the category "Healthcare Information and Communication Management Dossier"

 
Publicado: 2022-06-22
 

Dossiê Perspectivas multidisciplinares sobre desinformação em ciência e saúde (v. 16, n. 2) abr./jun. 2022

 

Um dos maiores desafios que enfrentamos atualmente é a circulação da desinformação. Nos últimos anos, foi recorrente uma preocupação no debate público sobre temas como “pós-verdade”, “fatos alternativos” e “notícias falsas”. Ao longo da pandemia da covid-19, pudemos perceber o quanto a ciência tem sido acionada tanto nas mídias sociais, quanto por lideranças políticas e em enquadramentos jornalísticos e midiáticos que geralmente enfatizam mais uma crise política e/ou científica do que a crise sanitária. Nesse complexo campo de disputa e usos da informação científica, vemos emergir diferentes formas de produção e consumo da informação, algumas classificadas como “desinformação”, como “teorias da conspiração” relacionadas à ciência, “negacionismo científico”, “pseudociência”, fake sciences e “paraciência”.

Muitas destas formas de desinformação relacionadas à ciência utilizam a própria produção científica para validação de argumentos e sistemas de crença, ainda que avessos às evidências científicas predominantes, alterando significativamente a forma como a informação científica circula na mídia e nos ambientes digitais. E os altos índices de compartilhamento que tais pesquisas atingem, aferindo um aparente impacto social por meio de métricas alternativas, que medem seu desempenho em fontes da web social, agravam ainda mais os desafios de compreensão do que sua recepção e circulação representam.

Em contexto de crise sanitária global, a autoridade das comunidades epistêmicas modernas é momentaneamente suspensa, dando lugar à emergência de outras autoridades, não mais aquelas consolidadas na modernidade, tensionando valores democráticos já fragilizados em um contexto de crise institucional e epistêmica. Neste contexto, surgem influenciadores digitais, líderes religiosos, comunitários ou políticos que exercem influência na forma como os sujeitos se relacionam com a informação científica relacionada à saúde, afetando diretamente a forma como os sujeitos recebem a informação científica.

Diante deste contexto de disputas sobre a informação relacionada à saúde, o objetivo deste dossiê é criar uma interlocução entre diferentes áreas do saber para lançar luz sobre processos de desinformação, especialmente quando relacionado à ciência e à saúde. Apesar do crescimento de estudos voltados para a desinformação e saúde, entender os mecanismos de consumo sobre a informação e percepção sobre a comunicação pública em saúde e os usos sociais da ciência é de grande relevância, sobretudo em um contexto de crise sanitária. Portanto, é de grande importância coletâneas que tenham como proposta realizar articulações multidisciplinares para uma melhor compreensão sobre as causas, consequências e desafios advindos desse processo de circulação de desinformação relacionada à ciência e à saúde.

Diante disso, a proposta deste dossiê consiste em discutir os diferentes regimes de verdade, sistemas de crença e gramáticas morais em que os atores se baseiam para elaborar críticas à ciência e justificações para contestar ou defender autoridades epistêmicas em torno de controvérsias científicas e seus atravessamentos políticos.

Alguns dos tópicos de interesse neste dossiê, mas que não se limita a eles, são:

  • As diferentes perspectivas sobre os significados atribuídos à desinformação, especialmente, à desinformação científica e à desinformação científica em saúde;
  • Análises dos sentidos concedidos à ciência e suas representações nos processos de desinformação científica;
  • Pesquisas que discutam os processos desinformativos relacionados à ciência e à saúde por meio de temas concernentes à vacinação, “negacionismos”, “fake news”, “fake sciences”, “paraciência”;
  • Os diferentes usos da ciência e da saúde, e seus imbricamentos com a política, atentando-se ao pressuposto de que não há separação entre esses campos, o que nos interessa é como essas interseções são construídas e defendidas;
  • Discussão e reflexão sobre os sentidos da crise (moderna, científica, sanitária);
  • Processos de circulação de desinformação relacionados à prevenção e ao cuidado da saúde;
  • Estudos sobre formas, estratégias de enfrentamento e combate à desinformação científica em saúde;
  • Pesquisas que analisam processos de qualificação, mensagens e públicos de ações/campanhas de desinformação em saúde;
  • Análises de categorias e de enquadramento de tipologias de desinformação em ciência e saúde;
  • Fluxos transnacionais de circulação de desinformação científica;
  • Estudos altmétricos e de redes de comunidades de atenção em torno da desinformação em saúde;
  • Investigações sobre desinformação e democracia que analisem o papel de gestores públicos, agentes políticos e coletivos nos processos de desinformação em ciência e saúde.

 

Editores convidados: Hully Guedes Falcão (Fiocruz), Thaiane Oliveira (UFF) e Ronaldo F. Araújo (UFAL).

Prazo de submissão de artigo: até 15 de março de 2022.

Publicação: abril/junho de 2022

Ao submeter o trabalho, por favor, use a categoria Dossiê Perspectivas multidisciplinares sobre desinformação em ciência e saúde.

 

Dossier Multidisciplinary perspectives on disinformation in science and health  (v. 16, n. 2) Apr./Jun. 2022

One of the biggest challenges we face today is the circulation of misinformation. In recent years, there has been a recurring concern in the public debate about issues such as "post-truth," "alternative facts," and "fake news." Throughout the Covid-19 pandemic, we could see how science has been triggered both in social media, by political leaders, and in journalistic and media framings that generally emphasize a political and/or scientific crisis more than the health crisis. In this complex field of dispute and uses of scientific information, we see different forms of production and consumption of information emerging, some classified as "disinformation", such as "conspiracy theories" related to science, "scientific denialism", "pseudoscience", fake sciences and " para-science".

Many of these forms of science-related disinformation use scientific production itself to validate arguments and belief systems, even if averse to the prevailing scientific evidence, significantly altering the way scientific information circulates in media and digital environments. And the high rates of sharing that such research achieves, gauging an apparent social impact through alternative metrics that measure its performance in social web sources, further aggravate the challenges of understanding what its reception and circulation represent.

In a context of global health crisis, the authority of modern epistemic communities is momentarily suspended, giving way to the emergence of other authorities, no longer those consolidated in modernity, straining democratic values already weakened in a context of institutional and epistemic crisis. In this context, digital influencers, religious, community or political leaders emerge and exert influence on the way subjects relate to health-related scientific information, directly affecting the way subjects receive scientific information.

Given this context of disputes over health-related information, the objective of this dossier is to create an interlocution between different areas of knowledge to shed light on disinformation processes, especially when related to science and health. Despite the growth of studies focused on disinformation and health, understanding the mechanisms of consumption of information and perception about public communication in health and the social uses of science is of great relevance, especially in a context of health crisis. Therefore, it is of great importance to compile collections that have as a proposal to perform multidisciplinary articulations for a better understanding of the causes, consequences and challenges arising from this process of circulation of disinformation related to science and health.

Therefore, the proposal of this dossier is to discuss the different regimes of truth, belief systems and moral grammars in which the actors are based to elaborate critiques of science and justifications to contest or defend epistemic authorities around scientific controversies and their political crossings. 

Some of the topics of interest in this dossier, but not limited to them, include:

  • The different perspectives on the meanings attributed to misinformation, especially, scientific disinformation and health science misinformation;
  • Analyses of the meanings given to science and its representations in the processes of scientific disinformation;
  • Research that discusses the disinformative processes related to science and health through themes concerning vaccination, "denialism", "fakenews", "fake sciences", "para-science";
  • The different uses of science and health, and their imbrications with politics, paying attention to the assumption that there is no separation between these fields, what interests us is how these intersections are constructed and defended;
  • Disinformative processes related to prevention and health care;
  • Studies on ways, strategies to confront and combat scientific disinformation in health;
  • Researches that analyze qualification processes, messages and audiences of disinformation actions/campaigns;
  • Analysis of categories and framing typologies of disinformation in science and health;
  • Transnational flows of circulation of scientific disinformation;
  • Altmetric studies and communities of attention network around health disinformation;
  • Investigations on disinformation and democracy that analyze the role of public managers, political agents and collectives in disinformation processes in science and health.


Guest Editors: Hully Guedes Falcão (Fiocruz), Thaiane Oliveira (UFF) and Ronaldo F. Araújo (UFAL).

Submission deadline: March 15th, 2022.

Publication: April/June 2022

When submitting the paper, please use category Dossier Multidisciplinary perspectives on disinformation in science and health.

 

 

Dossier Perspectivas multidisciplinares sobre la desinformación en ciencia y salud (v. 16, n. 2) Abril/Junio 2022

Muchas de estas formas de desinformación relacionadas con la ciencia utilizan la propia producción científica para validar argumentos y sistemas de creencias, aunque sean contrarios a la evidencia científica imperante, lo que cambia significativamente la forma en que la información científica circula en los medios de comunicación y en los entornos digitales. Y los elevados índices de compartición que alcanzan estas investigaciones, calibrando un aparente impacto social a través de métricas alternativas que miden su rendimiento en las fuentes de la web social, agravan aún más los retos de entender lo que representa su recepción y circulación. 

En un contexto de crisis sanitaria global, la autoridad de las comunidades epistémicas modernas queda momentáneamente suspendida, dando paso a la emergencia de otras autoridades, ya no las consolidadas en la modernidad, tensando los valores democráticos ya debilitados en un contexto de crisis institucional y epistémica. En este contexto, surgen los influenciadores digitales, líderes religiosos, comunitarios o políticos que ejercen influencia en la forma en que los sujetos se relacionan con la información científica relacionada con la salud, afectando directamente a la forma en que los sujetos reciben la información científica.

En este contexto de disputas por la información relacionada con la salud, el objetivo de este dossier es crear una interlocución entre diferentes áreas de conocimiento para arrojar luz sobre los procesos de desinformación, especialmente cuando están relacionados con la ciencia y la salud. A pesar del crecimiento de los estudios centrados en la desinformación y la salud, la comprensión de los mecanismos de consumo de información y percepción sobre la comunicación pública en salud y los usos sociales de la ciencia es de gran relevancia, especialmente en un contexto de crisis sanitaria. Por lo tanto, es de gran importancia compilar colecciones que tengan como propuesta realizar articulaciones multidisciplinarias para una mejor comprensión de las causas, consecuencias y desafíos que surgen de este proceso de circulación de desinformación relacionada con la ciencia y la salud.

Por lo tanto, la propuesta de este dossier es discutir los diferentes regímenes de verdad, sistemas de creencias y gramáticas morales en los que se basan los actores para elaborar críticas a la ciencia y justificaciones para impugnar o defender a las autoridades epistémicas en torno a las controversias científicas y sus cruces políticos.

Algunos de los temas de interés de este dossier, pero sin limitarse a ellos, son:

  • Las diferentes perspectivas sobre los significados atribuidos a la desinformación, especialmente, la desinformación científica y la desinformación en ciencias de la salud;
  • Análisis de los significados otorgados a la ciencia y sus representaciones en los procesos de desinformación científica;
  • Investigación que discute los procesos desinformativos relacionados con la ciencia y la salud a través de temas relacionados con la vacunación, el "negacionismo", las "fakenews", las "ciencias falsas", la "paraciencia";
  • Los diferentes usos de la ciencia y la salud, y sus imbricaciones con la política, prestando atención a la asunción de que no hay separación entre estos campos, lo que nos interesa es cómo se construyen y defienden estas intersecciones;
  • Debate y reflexión sobre los significados de la crisis (moderna, científica, sanitaria)
  • Procesos de circulación de la desinformación relacionada con la prevención y la atención sanitaria;
  • Estudios sobre formas y estrategias para afrontar y combatir la desinformación científica en materia de salud;
  • Investigaciones que analizan los procesos de cualificación, mensajes y audiencias de las acciones/campañas de desinformación en salud;
  • Análisis de categorías y tipologías de encuadre de la desinformación en ciencia y salud;
  • Flujos transnacionales de circulación de desinformación científica;
  • Estudios de Altmetric y de redes de comunidades de atención en torno a la desinformación sanitaria;
  • Investigaciones sobre desinformación y democracia que analizan el papel de los gestores públicos, agentes políticos y colectivos en los procesos de desinformación en ciencia y salud.


Editores invitados: Hully Guedes Falcão (Fiocruz), Thaiane Oliveira (UFF) y Ronaldo Ferreira de Araújo (UFAL).

Plazo de sumisión: 15 de marzo de 2022.

Publicación: abril/junio de 2022.

Al enviar el articulo, utilice la categoría Dossier Perspectivas multidisciplinares sobre la desinformación en ciencia y salud.

 
Publicado: 2021-12-16
 

Dossiê Por uma Ética Interdisciplinar (v. 16, n. 3) jul./set. 2022

 

Frequentemente associada ao modelo de produção de conhecimento biomédico-centrado, a ética em pesquisa, a despeito de todos os seus avanços normativos nas décadas recentes, ainda carece de um olhar ampliado para um conjunto de questões cruciais que se fizeram mais visíveis no contemporâneo pandêmico. O imperativo do chamado interdisciplinar, vocalizado por inúmeros atores sociais, joga luz para o vazio das inclusões, conexões e das interações, necessárias e urgentes, entre várias dimensões que se tomam e pensam diferentes, dissimilares, invisíveis e/ou inexistentes, ainda que sejam, na essência, complementares. O que a ciência disciplinar, em preto e branco, pode não responder; o interdisciplinar, ao colorir e misturar, pode explicitar, ampliar, e prover novas possibilidades de entendimento e ação no mundo. Os Objetivos da Sustentabilidade (ODS) são o ponto de partida que tanto reforçam a inexorabilidade do interdisciplinar, quanto valorizam as conquistas centenárias do saber disciplinar. Não se trata de exclusão, mas de mobilizar a ética para fazer a costura, o alinhavo, a tessitura entre o que é particular/individual e o que é coletivo; entre o que se vê e o que o olhar não captura; entre o que se ouve e o que é/está silenciado; entre o que é e o que poderia ser.

Visando a superar esses obstáculos e desafios, a proposta deste dossiê consiste em repensar tanto a ética quanto a pesquisa sob novo prisma que lance luz sobre os problemas do nosso tempo a partir de enfoques teóricos e metodológicos os mais interdisciplinares possíveis. Mais do que atentar para temáticas bioéticas mais convencionais, ainda que bem-vindas, o convite é para ocupar um espaço para se rediscutir as bases mais recônditas da própria ciência e da ética, apontando um novo projeto civilizatório, mais plural e inclusivo.  

Serão avaliadas propostas de artigos originais nos seguintes eixos temáticos: 

  • Ética e ciência aberta;
  • Ética e sustentabilidade;
  • Ética, negligência e vulnerabilidade;
  • Culturas, afetos e ética dos corpos;
  • Por uma comunicação ética;
  • Ética e educação (processos formativos);
  • O Estado ético e a ética das políticas públicas.

Editores convidados: Maria Cristina S. Guimarães (ICICT/Fiocruz), Marcio Sacramento de Oliveira (ICICT/Fiocruz), André Mendonça (IMS/UERJ), Maria Manuel Borges (Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra).

Prazo de submissão: até 07 de abril de 2022.

Estimativa de publicação: v. 16, n. 3, julho/setembro de 2022. 

Ao submeter o trabalho, por favor, use a categoria Dossiê Por uma Ética Interdisciplinar.

 

Dossier For an Interdisciplinary Ethics (v. 16, n. 3) Jul./Sept. 2022                                  

Often associated with the model of biomedical-centered knowledge production, despite all its normative advances in recent decades, the research ethics still needs a wider view of a set of crucial issues that have become more visible in the pandemic contemporary world. The imperative of the so-called interdisciplinarity, vocalized by a number of social actors, throws light on the void of inclusions, connections and interactions, necessary and urgent, among several dimensions that are taken into account and thought like different, dissimilar, invisible and/or inexistent, although they, in essence, complement each other. What the black and white disciplinary science cannot answer, the interdisciplinarity, by colouring and mixing, can make explicit and wider as well as it can provide new possibilities of understanding and of new actions in the world. The Sustainable Development Goals (SDGs) are the starting point which both reinforce the inexorability of the interdisciplinarity and value the achievements of disciplinary knowledge over centuries. It is not a question of exclusion, but of mobilizing ethics to do the sewing, the stitching and the texture between what is particular/individual and what is collective; between what is seen and what a quick look does not capture; between what is heard and what is silenced; between what is and what could be.

Aiming to overcome these obstacles and challenges, the proposal of this dossier is to rethink both ethics and research from a new perspective that throw light on the problems of our time from theoretical and methodological approaches that are as interdisciplinary as possible. More than paying attention to more conventional bioethical themes, although they are welcome, the invitation is to occupy a space in order to rediscuss the most hidden foundations of science and ethics, pointing to a new civilization project more plural and inclusive.

Proposals of original articles on the following thematic axes will be evaluated:

  • Ethics and open science;
  • Ethics and sustainability;
  • Ethics, negligence and vulnerability;
  • Cultures, affections and ethics of the bodies;
  • For an ethical communication;
  • Ethics and education (formative processes);
  • The ethical State and ethics in public policies.

Guest Editors: Maria Cristina S. Guimarães (ICICT/Fiocruz), Marcio Sacramento de Oliveira (ICICT/Fiocruz), André Mendonça (IMS/UERJ), Maria Manuel Borges (Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra).

Submission deadline: April 7th, 2022.

Publication: v. 16, n. 3, Jul/Sept, 2022.

When submitting the paper, please use category Dossier For an Interdisciplinary Ethics.

 

Dossier Para una ética interdisciplinar (v. 16, n. 3) jul./set. 2022

A menudo asociada al modelo de producción de conocimiento centrado en la biomedicina, a pesar de todos sus avances normativos en las últimas décadas, la ética de la investigación sigue necesitando una mirada más amplia de un conjunto de cuestiones cruciales que se han hecho más visibles en el pandémico mundo contemporáneo. El imperativo de la llamada interdisciplinariedad, vocalizado por varios actores sociales, arroja luz sobre el vacío de inclusiones, conexiones e interacciones, necesarias y urgentes, entre varias dimensiones que se tienen en cuenta y se piensan como diferentes, disímiles, invisibles y/o inexistentes, aunque, en esencia, se complementen. Lo que la ciencia  disciplinaria en blanco y negro no puede responder, la interdisciplinariedad, al colorear y mezclar, puede explicitarlo y ampliarlo, así como proporcionar nuevas posibilidades de comprensión y actuación en el mundo. Los Objetivos de Desarrollo Sostenible (ODS) son el punto de partida que refuerzan la inexorabilidad de la interdisciplinariedad y valoran los logros del conocimiento disciplinario a lo largo de los siglos. No se trata de excluir, sino de movilizar la ética para hacer la costura, la puntada y la textura entre lo que es particular/individual y lo que es colectivo; entre lo que se ve y lo que una mirada rápida no capta; entre lo que se oye y lo que se silencia; entre lo que es y lo que podría ser.

Con el objetivo de superar estos obstáculos y desafíos, la propuesta de este dossier es repensar tanto la ética como la investigación desde una nueva perspectiva que arroje luz sobre los problemas de nuestro tiempo desde enfoques teóricos y metodológicos lo más interdisciplinares posibles. Más que atender a los temas bioéticos más convencionales, aunque bienvenidos, la invitación es a ocupar un espacio para rediscutir los fundamentos más ocultos de la ciencia y la ética, apuntando a un nuevo proyecto civilizatorio más plural e inclusivo.

Se evaluarán propuestas de artículos originales sobre los siguientes ejes temáticos:

  • Ética y ciencia abierta;
  • Ética y sostenibilidad;
  • Ética, negligencia y vulnerabilidade;
  • Culturas, afectos y ética de los cuerpos;
  • Por una comunicación ética;
  • Ética y educación (procesos formativos);
  • El Estado ético y la ética en las políticas públicas.

Editores invitados: Maria Cristina S. Guimarães (ICICT/Fiocruz), Marcio Sacramento de Oliveira (ICICT/Fiocruz), André Mendonça (IMS/UERJ), Maria Manuel Borges (Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra).

Plazo de sumisión: 07 de abril de 2022.

Publicación: jul./sept. 2022.

Al enviar el articulo, utilice la categoría Dossier Para una ética interdisciplinar.

 
Publicado: 2021-12-16
 
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