Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde

A Reciis é editada, desde 2007, pelo Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

Trata-se de um periódico interdisciplinar trimestral, de acesso aberto, revisado por pares e sem ônus para o autor. Publica textos inéditos de interesse para as áreas de comunicação, informação e saúde, em português, inglês ou espanhol.

Suas seções são constituídas por artigos originais, artigos de revisão, ensaios, entrevistas, editoriais, notas de conjuntura, relatos de experiência e resenhas de livros e de produções audiovisuais.

e-ISSN 1981-6278


Temáticas de interesse


  • Análise de materiais educativos, campanhas e estratégias de comunicação e saúde
  • Audiovisual e saúde
  • Comunicação e divulgação científica
  • Comunicação, mediações e práticas socioculturais em saúde
  • Comunicação, informação e saúde como direitos humanos
  • Educação, comunicação e informação em saúde
  • Ética em comunicação, informação e saúde
  • Formação em comunicação, informação e saúde
  • Indicadores de saúde, avaliação e monitoramento de políticas de saúde
  • Informação científica e saúde
  • Inovação em tecnologias de informação, comunicação e saúde
  • Internet e redes sociais em saúde
  • Jornalismo, publicidade e saúde
  • Políticas de comunicação, informação e saúde
  • Políticas e práticas de acesso aberto
  • Processos de midiatização e o campo da saúde
  • Prospecção, estudos métricos de ciência e tecnologia em saúde
  • Saúde e mídia
  • Sistemas de informação, inquéritos e pesquisas de saúde
  • Teorias e metodologias de pesquisa em informação e comunicação em saúde
  • Tecnologias de informação e comunicação em saúde
  • Terminologias, linguagens e sistemas de classificação em saúde
 

Indexações


  • LILACS | Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde
  • DOAJ | Directory of Open Access Journals
  • Google scholar citation 
  • Latindex | Sistema Regional de Información en Linea para Revistas Científicas de América Latina, el Caribe, Espanha y Portugal
  • Oasisbr | Portal brasileiro de publicações científicas em acesso aberto
  • OAIster
  • IBICT | Portal de Revistas SEER 
  • BVS | Biblioteca Virtual de Saúde Fiocruz
  • IBICT | Diadorim |  Diretório de Políticas de Acesso Aberto das Revistas Científicas Brasileiras

Qualis


Estrato | Área de avaliação

B1 - Comunicação e Informação; Direito; Ensino

B2 - Ciência Política e Relações Internacionais; Interdisciplinar

B3 – História; Psicologia

B4 - Administração Pública e de Empresas, Ciências Contábeis e Turismo; Antropologia / Arqueologia; Artes / Música; Ciências Ambientais; Enfermagem; Engenharias III; Medicina II; Odontologia; Saúde Coletiva; Serviço Social; Sociologia

B5 - Economia; Engenharias II; Engenharias IV; Nutrição

C - Ciências Biológicas I; Ciências Biológicas II; Ciência da Computação; Educação; Farmácia; Matemática / Probabilidade e Estatística; Medicina I; Medicina III


Notícias

 

Dossiê Comunicação e Meio Ambiente (Communication and Environment) (Comunicación y Médio ambiente) v.14, n.2 - 2020

 

Comunicação e Meio Ambiente

As investigações sobre questões ambientais vêm assumido relevância cada vez maior, sobretudo no que diz respeito ao caráter sistêmico e global das mais diversas problemáticas. Eventos recentes no mundo inteiro vêm contribuindo com o reconhecimento da interdependência entre as sociedades e o mundo natural. Nos últimos meses, o Brasil, por exemplo, foi destaque na mídia internacional com a intensificação das queimadas na região da Amazônia. Mais recentemente o derramamento de óleo na costa do Nordeste do País, um evento sem precedentes na história brasileira, evidenciou não somente a problemática envolvendo o papel do Estado em seu enfrentamento, mas também deu visibilidade aos cientistas como atores preponderantes. 

 Na chamada era da pós-verdade, operadores políticos no mundo inteiro abraçaram o negacionismo climático, pondo em risco décadas de esforços direcionados a encontrar soluções globais para as mudanças climáticas. Uma das principais características dos discursos negacionistas é a contestação da autoridade científica. 

  A complexidade de tal contexto ressalta o caráter interdisciplinar e multidimensional que permeia o seu enfrentamento, mas também revela como os diferentes matizes ideológicos se posicionam no sentido de reconhecer o revestimento político das questões ambientais, conforme revelam as diferentes articulações e embates travados nas plataformas de redes sociais. Essa nova realidade impõe um grande desafio, sobretudo na atribuição de responsabilidade e no próprio reconhecimento da amplitude dos impactos decorrentes, tanto no que diz respeito ao mundo natural como também quando nos voltamos para as populações humanas.  

Assim, novos desafios são colocados às investigações, suscitando o interesse pela compreensão do papel da mídia na comunicação ambiental, com seus desdobramentos para a constituição das subjetividades ambientais e no estímulo às mais diversas formas de engajamento - a polarização entre discursos de proteção e cuidado com o meio ambiente e com as populações nativas versus discursos em favor da desregulamentação plena para permitir a livre exploração dos recursos naturais descortina um contexto maniqueísta com sérias implicações nas políticas ambientais globais.

Nesta edição, o dossiê está empenhado em contemplar estudos sobre a comunicação de temáticas ambientais, são privilegiadas propostas de artigos relacionados a investigações científicas sobre os seguintes temas:

- a compreensão pública de questões ambientais;

- os processos de politização do debate ambiental;

- ativismos e redes sociais digitais em relação a questões ambientais;

- os usos e as construções políticas da natureza;

- a produção de consciências ambientais e estilos de vida saudável: veganismo, vegetarianismo e outras práticas culturais;

- as controvérsias em torno de questões ambientais em contextos locais, nacionais e globais;

- as políticas ambientais nas relações internacionais;

- os desafios da sustentabilidade e as práticas predatórias de exploração ambiental;

- as percepções de risco como construções socioculturais;

-  a produção de sentidos de catástrofes naturais na mídia;

- as representações visuais dos problemas ambientais;

-  as relações entre agronegócio, alimentação e agrotóxicos;

- a agricultura familiar e formas alternativas de produção agrícola;

- o meio ambiente e os sistemas de informação;

- a produção científica sobre meio ambiente e sociedade.

 

Editores convidados: Isaltina Mello Gomes, Pieter Maeseele e Priscila Muniz de Medeiros

Prazo de submissão de artigo: até o dia 01 de março de 2020

Publicação: junho de 2020

 

 

Communication and Environment

Investigations on environmental issues are becoming increasingly relevant, especially regarding the systemic and global character of the most diverse issues. Recent events all over the world contribute to the recognition of the interdependence between societies and the natural world. In recent months, Brazil, for example, has been featured in international media with the intensification of fires in the Amazon region. More recently, the oil spill on the northeastern coast of the country, an unprecedented event in Brazilian history, has not only highlighted the problems surrounding the role of the state in its coping but has also given visibility to scientists as leading players.

In the so-called post-truth era, political operators around the world have embraced climate negationism, jeopardizing decades of efforts to find global solutions to climate change. One of the main features of negationist discourses is the contestation of scientific authority.

The complexity of such a context highlights the interdisciplinary and multidimensional character that permeates its confrontation, but also reveals how the different ideological nuances are positioned to recognize the political lining of environmental issues, as revealed by the different articulations and clashes in social network platforms. This new reality poses a significant challenge, especially in the attribution of responsibility, and in recognizing the extent of the impacts that arise, both regarding the natural world and human populations. 

Thus, new challenges are presented to the investigations, arousing interest in understanding the role of the media in environmental communication, with its consequences for the constitution of environmental subjectivities and in stimulating the most diverse forms of engagement - the polarization between discourses of protection and care toward the environment and native populations versus speeches in favor of full deregulation to allow free exploitation of natural resources unveils a Manichean context with serious implications for global environmental policies.

In this issue, the dossier is committed to include studies on the communication of environmental issues, and proposals for articles related to scientific research on the following topics are privileged:

 

- public understanding of environmental issues;

- processes of (de)politicization of environmental debate;

- activism and digital social networks concerning environmental issues;

- the uses and the political constructions of nature;

- the production of environmental awareness and healthy lifestyles: veganism, vegetarianism, and other cultural practices;

- controversies surrounding environmental issues in local, national, and global contexts;

- environmental policies in international relations;

- sustainability challenges and predatory environmental exploitation practices;

- risk perceptions as sociocultural constructions;

- the production of meanings of natural disasters in the media;

- visual representations of environmental problems;

- the relationships between agribusiness, food, and pesticides;

- family farming and alternative forms of agricultural production;

- the environment and information systems;

- scientific production on environment and society.

 

Guest editors: Isaltina Mello Gomes, Pieter Maeseele e Priscila Muniz de Medeiros

Deadline for Article Submission: March 1st, 2020

Publication: June, 2020

 


Comunicación y médio ambiente

Las investigaciones sobre asuntos ambientales vienen asumiendo relevancia cada vez mayor, sobre todo respecto al carácter sistémico y global de las más diversas problemáticas. Eventos recientes han contribuido al reconocimientode la interdependencia entre las sociedades y el mundo natural. En los últimos meses, Brasil, por ejemplo, fue destaque en la media internacional con la intensificación de las quemadas en la región de la Amazonia. Más recientemente el derramamiento de óleo en la costa del Nordeste del país, un evento sin precedentes en la historia brasileña, evidenció no solamente la problemática involucrando el papel del Estado en su enfrentamiento, sino también su visibilidad ante los científicos como actores preponderantes.

En la llamada era de la pos-verdad, operadores políticos en el mundo entero abrazaron el negacionismo climático, poniendo en riesgo décadas de esfuerzos direccionados a encontrar soluciones globales para los cambios climáticos. Una de las principales características de los discursos negacionistas es la de la autoridad científica.

 La complejidad de tal contexto ressalta el carácter interdisciplinario y multidimensional que impregnan su enfrentamiento, como también revela como los diferentes matices ideológicos se posicionan en el sentido de reconocer el revestimiento político de los asuntos ambientales, conforme revelan las diferentes articulaciones y embates trabados en las plataformas de redes sociales. Esa nueva realidad impone un gran desafío, sobre todo en la atribución de responsabilidad y en el propio reconocimiento de la amplitud de los impactos decurrentes, tanto respecto al mundo natural como también cuando nos volcamos para las poblaciones humanas. 

Así, se presentan nuevos desafios a las investigaciones, suscitando el interés por la comprensión del papel de la media en la comunicación ambiental, con sus desdoblamientos para la constitución de las subjetividades ambientales en el estímulo a las más diversas formas de compromiso - la polarización entre discursos de protección y cuidado con el medio ambiente y con las poblaciones nativas versus discursos en favor de la desreglamentación plena para permitir la libre explotación de los recursos naturales abre un contexto maniquea con serias implicaciones en las políticas ambientales globales.

 En esta edición, en que el dossier está empeñado en contemplar estudios sobre la comunicación de temáticas ambientales, son privilegiadas propuestas de artículos relacionados a investigaciones científicas sobre los siguientes temas:

 

- la comprensión pública de asuntos ambientales;

- los procesos de politización del debate ambiental;

- activismos y redes sociales digitales en relación a asuntos ambientales;

- los usos y las construcciones políticas de la naturaleza;

- la producción de conciencias ambientales y estilos de vida saludable: veganismo, vegetarianismo y otras prácticas culturales;

-  las controversias en torno de asuntos ambientales en contextos locales, nacionales y globales;

- las políticas ambientales en las relaciones internacionales;

- los desafíos de la sustentabilidad y las prácticas predatorias de explotación ambiental;

- las percepciones de riesgo como construcciones socioculturales;

-  la producción de sentidos de catástrofes naturales en la media;

- las representaciones visuales de los problemas ambientales;

-  las relaciones entre agro-negocio, alimentación y agro-tóxicos;

- la agricultura familiar y formas alternativas de producción agrícola;

- el medio ambiente y los sistemas de información;

- la producción científica sobre medio ambiente y sociedad.

 

Editores convidados: Isaltina Mello Gomes, Pieter Maeseele y Priscila Muniz de Medeiros

Plazo de sumisión de artículos: hasta el día 01 de marzo de 2020

Publicación: junio de 2020

 

 
Publicado: 2019-11-21
 

Public call notice: Fake news and health dossier - Reciis v.14, n.1 - 2020/ Llamado público: dossier Fake news y salud – Reciis v.14, n.1 – 2020

 

The proliferation of fake news involves the controversial subject of journalistic authority, more specifically, the dominance of professional journalism systems over the totality process of news production. Historically, these professional systems have always lived with practices derived from popular culture, such as buzzes, rumors, and gossip. This brings to light the emergence of some 'isms' in journalistic practices: sensationalism (represented by the news on crimes), tabloidism, social columns, etc.

These issues become vital to the discussion about the presence, and the invasion, of outsiders at the frontiers of the professional community as they explore more recent phenomena such as 'video journalism', the real-time online news production, the denudation of productive routines previously inaccessible to the public, and an increased popularization of search engines and data collection and mining, as resources that eventually facilitated the dominion of the news process produced by dilettantes, parallel to the growth of the fake news phenomenon.

The analysis of the current context of news production shows us that this reality does not mean a possible 'death' of journalism, on the contrary, it symbolizes its expansion by calling into question the professional authority and the utilization of the social machine that manufactures and interprets events. Given this, the proliferation of blogs can also be seen as an example of outsiders' abilities to take over more institutionalized journalistic codes and conventions, making controlling news production increasingly difficult for professional journalism systems.

Thus, Reciis intends, with this dossier, to also contemplate the premise of the phenomenon of fake news associated with the circularity between the anarchic dimensions of the news process of social and digital networks along with the hierarchical and apparently organized character of traditional media. In order to promote the analysis of this zone of convergence and divergence that represents this communicative chain, we invite authors to discuss and analyze the fake news production and its multiple correlations with the health theme involving policies of 'self-care' (eating styles, body education, weight loss, etc.), health promotion (exercising, use of licit or illicit drugs, healthy body aesthetic standards, sex, etc.), and public policies (the More Doctors Program, vaccination campaigns, fighting tropical diseases such as dengue, chikungunya, etc.).

 

As a suggestion, we propose the following articulating axes for this call:

• Historicity of news production in relation to truthful ideas;

• Different discursive practices around true and false: rumors, buzzes, and fake news;

• Mediatization and mediation processes of fake news;

• Impacts of fake news on health sectors;

• Communication and information challenges in tackling fake news;

• Falsification as a demoralization strategy;

• Intersectionality between communication and health;

• Self-care policies in post-truth times;

• Circulation of fake news in health promotion;

• Policies and strategies to fight fake news in the health sector;

• Production of fake news in digital territories;

• Anti-science narratives;

• Speech, (dis) legitimation, and health.

 

Guest editors: Marco Roxo and Seane Melo

Deadline for Article Submission: December 2, 2019

Publication: March of 2020

 

Llamado público: dossier Fake news y salud – Reciis v.14, n.1 – 2020

La proliferación de noticias falsas involucra el controvertido tema de la autoridad periodística, pero específicamente el dominio de los sistemas profesionales del periodismo sobre la totalidad del proceso de producción de noticias. Históricamente, esos sistemas profesionales siempre convivieron con prácticas oriundas de la cultura popular, como rumores y chismes.  Como resultado, surgen algunos ‘ismos’ en las prácticas periodísticas: el sensacionalismo (representado por el noticiario de crímenes), el tabloidismo, las columnas sociales, etc.

Esas cuestiones son vitales para la discusión sobre la presencia y la invasión de outsiders en las fronteras de la comunidad profesional, al explorar fenómenos más recientes como el ‘video periodismo’, la producción de noticias online en tiempo real, la denudación de rutinas productivas antes inaccesibles al público y una mayor divulgación al dominio del proceso noticioso por diletantes paralelo al crecimiento del fenómeno de las noticias falsas.

El análisis del contexto actual de producción de la noticia nos muestra que esa realidad no significa una autoridad profesional y los usos de la máquina social de fabricación y de interpretación como un ejemplo de la capacidad de apropiación de los códigos y convenciones periodísticas más institucionalizadas por parte de outsiders, tornando el control de la producción noticiosa algo cada vez más difícil para los sistemas profesionales del periodismo.

Así, la Reciis pretende con ese dossier también contemplar la premisa del fenómeno de las fake news asociado a la circularidad entre las dimensiones anárquicas del proceso noticioso de las redes sociales y digitales en conjunto con el carácter jerárquico y aparentemente organizado de los medios tradicionales. A fin de promover el análisis de esa zona de convergencia y divergencia que representa esa cadena comunicativa, convidamos a los autores a discutir el análisis  de la producción de fake news y sus múltiples correlaciones con el tema salud, implicando las políticas del ‘cuidar de sí’ (formas de comer, educar el cuerpo, adelgazar etc.), de la promoción de la salud (práctica de ejercicios, uso de drogas lícitas o ilícitas, estándares estéticos del cuerpo saludable, sexo etc.) y de las políticas públicas (Más Médicos, campañas de vacunación, combate a las enfermedades tropicales como dengue, chikungunya etc.).

 

Como sugestión, proponemos los siguientes ejes articuladores para este llamado:

•             Historicidad de l_a producción de noticias en su relación con ideas de verdad;

•             Diferentes prácticas discursivas en torno de lo verdadero y lo falso: rumores, chismes y    fake news;

•             Procesos de mediatización y mediación de las fake news;

•             Impactos de las noticias falsas en los sectores de la salud;

•             Desafíos de la comunicación e información en el enfrentamiento de las fake news;

•             Falseamiento como estrategia de desmoralización;

•             Interseccionalidad entre comunicación y salud;

•             Las políticas de auto-cuidado en tiempos posteriores a la verdad;

•             Circulación de las fake news en la promoción de la salud;

•             Políticas y estrategias de combate a fake news en el campo de la salud;

•             Producción de fake news en los territorios digitales;

•             Narrativas anti-ciencia;

•             Discurso, (des)legitimación y salud.

 

Editores convidados: Marco Roxo y Seane Melo

Plazo de sumisión de artículos: hasta el día 02 de diciembre de 2019

Publicación: marzo de 2020

 

Texts that motivated the discussion:

Textos que motivaron la discusión:

 

Bock M. Citizen video journalists and authority in narrative: reviving the role of the witness. Journalism. [Internet]. 2011; 13(5):639-653. doi:10.1177/1464884911421703.

Boyd D. Did Media Literacy Backfire? Data & Society: Points. 2017 jan. 05. [citado em 2018 abr. 27]. Disponível em: https://points.datasociety.net/did-media-literacy-backfire-7418c084d88d.

Burroughs B.; Burroughs WJ. The Masal Bugduv hoax: football blogging and journalistic authority. New Media. 2011;14(3):476-491.

Caplan R. How do you deal with a problem like "fake news"?. Data & Society: Points. 2017 jan. 05. [citado 2018 abr. 18] Disponível em: https://points.datasociety.net/how-do-you-deal-with-a-problem-like-fakenews-80f9987988a9 

Carlson M. Order versus access: news search engines and the challenge to traditional journalistic roles. Media, Culture & Society. 2007; 29(6):1014-1030.

Karlsson M. The immediacy of online news, the visibility of journalistic processes and a restructuring of journalistic authority. Journalism. 2011; 12(3):279-295. doi: 10.1177/1464884910388223.

Nerone J. The historical roots of the normative model of journalism. Journalism. 2013; 14(4):446-458.

Rancière J. As novas razões da mentira. Folha de S.Paulo. Caderno Mais!. 2004 Ago. 22.

Sodré M., Paiva R. Informação e boato na rede. In: Silva G. et al., organizador. Jornalismo contemporâneo: figurações, impasses e perspectivas. Salvador: EDUFBA; 2011. Compós, 2011.

Zuckerman E. Fake news is a red herring. Deutsche Welle, 25/01/2017. [citado em 2018 abr. 27]. Disponível em: http://www.dw.com/en/fake-news-is-a-red-herring/a-37269377.

 
Publicado: 2019-10-22
 

Chamada de trabalhos: Fake News e Saúde é tema da primeira edição da Reciis de 2020

 

Até o dia 02 de dezembro é o prazo de submissão de trabalhos inéditos para o dossiê Fake News e Saúde da Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde (Reciis). O periódico científico é editado pelo Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) e a publicação está prevista para março de 2020.

 
Publicado: 2019-10-10 Mais...
 

Chamada pública: dossiê Fake news e saúde – Reciis v.14, n.1 - 2020

 

A proliferação de notícias falsas envolve o controverso tema da autoridade jornalística, mais especificamente o domínio dos sistemas profissionais de jornalismo sobre a totalidade do processo de produção noticiosa. Historicamente, esses sistemas profissionais sempre conviveram com práticas oriundas da cultura popular, como boatos, rumores e fofocas.  Com isso, vem à tona o surgimento de alguns ‘ismos’ nas práticas jornalísticas: o sensacionalismo (representado pelo noticiário de crimes), o tabloidismo, as colunas sociais etc.

Essas questões tornam-se vitais para a discussão sobre a presença, e a invasão, de outsiders nas fronteiras da comunidade profissional, ao explorarem fenômenos mais recentes como o ‘videojornalismo’, a produção de notícias online em tempo real, o desnudamento de rotinas produtivas antes inacessíveis ao público e uma maior popularização dos mecanismos de busca, de coleta e mineração de dados, recursos que acabaram por facilitar o domínio do processo noticioso por diletantes paralelo ao crescimento do fenômeno das notícias falsas.

A análise do contexto atual de produção da notícia nos mostra que essa realidade não significa uma possível ‘morte’ do jornalismo, pelo contrário, simboliza a sua expansão, ao colocar em questão a autoridade profissional e os usos da máquina social de fabricação e de interpretação dos acontecimentos. Em vista disso, a proliferação de blogs pode ser vista também como um exemplo da capacidade de apropriação dos códigos e convenções jornalísticas mais institucionalizadas por parte de outsiders, tornando o controle da produção noticiosa algo cada vez mais difícil para os sistemas profissionais do jornalismo.

Assim, a Reciis pretende com esse dossiê também contemplar a premissa do fenômeno das fake news associado à circularidade entre as dimensões anárquicas do processo noticioso das redes sociais e digitais em conjunto com o caráter hierárquico e aparentemente organizado das mídias tradicionais. A fim de promover a análise dessa zona de convergência e divergência que representa essa cadeia comunicativa, convidamos os autores à discussão e à análise da produção de fake news e suas múltiplas correlações com o tema saúde, envolvendo as políticas do ‘cuidar de si’ (formas de comer, educar o corpo, emagrecer etc.), da promoção da saúde (prática de exercícios, uso de drogas lícitas ou ilícitas, padrões estéticos do corpo saudável, sexo etc.) e das políticas públicas (Mais Médicos, campanhas de vacinação, combate às doenças tropicais como dengue, chikungunya etc.).

 

 

Como sugestão, propomos, para esta chamada, os seguintes eixos articuladores:

 

  • Historicidade da produção noticiosa em sua relação com ideias de verdade;
  • Diferentes práticas discursivas em torno do verdadeiro e do falso: rumores, boatos e fake news;
  • Processos de midiatização e mediação das fake news;
  • Impactos das notícias falsas nos setores da saúde;
  • Desafios da comunicação e informação no enfretamento das fake news;
  • Falseamento como estratégia de desmoralização;
  • Interseccionalidade entre comunicação e saúde;
  • As políticas do cuidar de si em tempos de pós-verdade;
  • Circularização das fake news na promoção da saúde;
  • Políticas e estratégias de combate a fake news no campo da saúde;
  • Produção de fake news nos territórios digitais;
  • Narrativas anticiência;
  • Discurso, (des)legitimação e saúde.

 

 

 

Editores convidados: Marco Roxo e Seane Melo

Prazo de submissão de artigos: até o dia 02 de dezembro de 2019

Publicação: março de 2020

 

Textos que motivaram a discussão:

Bock M. Citizen video journalists and authority in narrative: reviving the role of the witness. Journalism. [Internet]. 2011; 13(5):639-653. doi:10.1177/1464884911421703.

 

Boyd D. Did Media Literacy Backfire? Data & Society: Points. 2017 jan. 05. [citado em 2018 abr. 27]. Disponível em: https://points.datasociety.net/did-media-literacy-backfire-7418c084d88d.

 

Burroughs B.; Burroughs WJ. The Masal Bugduv hoax: football blogging and journalistic authority. New Media. 2011;14(3):476-491.

 

Caplan R. How do you deal with a problem like "fake news"?. Data & Society: Points. 2017 jan. 05. [citado 2018 abr. 18] Disponível em: https://points.datasociety.net/how-do-you-deal-with-a-problem-like-fakenews-80f9987988a9.

 

Carlson M. Order versus access: news search engines and the challenge to traditional journalistic roles. Media, Culture & Society. 2007; 29(6):1014-1030.

 

Karlsson M. The immediacy of online news, the visibility of journalistic processes and a restructuring of journalistic authority. Journalism. 2011; 12(3):279-295. doi: 10.1177/1464884910388223.

 

Nerone J. The historical roots of the normative model of journalism. Journalism. 2013; 14(4):446-458.

 

Rancière J. As novas razões da mentira. Folha de S.Paulo. Caderno Mais!. 2004 Ago. 22.

 

Sodré M., Paiva R. Informação e boato na rede. In: Silva G. et al., organizador. Jornalismo contemporâneo: figurações, impasses e perspectivas. Salvador: EDUFBA; 2011. Compós, 2011.

 

Zuckerman E. Fake news is a red herring. Deutsche Welle, 25/01/2017. [citado em 2018 abr. 27]. Disponível em: http://www.dw.com/en/fake-news-is-a-red-herring/a-37269377.

 
Publicado: 2019-10-11 Mais...
 
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v. 13, n. 3 (2019): Dossiê 40 anos do Movimento LGBT no Brasil: visibilidades e representações


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