A mulher bioquímica: invenções do feminino a partir de discursos sobre a pílula anticoncepcional

Tatiane Leal, Bruna Bakker

Resumo


A pílula anticoncepcional, contraceptivo reversível mais utilizado no Brasil, torna-se, na mídia, motivação para a produção de discursos sobre a mulher. Se sua invenção facultou a dissociação entre a prática sexual e a maternidade, atualmente o medicamento é considerado nocivo em alguns contextos. A partir da perspectiva teórica da genealogia, analisamos quais são as invenções possíveis do feminino a partir dos discursos sobre a pílula hoje. Como metodologia, utilizamos a análise do discurso de reportagens da revista Veja e de postagens em grupos de contracepção não hormonal no site de rede social Facebook. Os resultados mostram que, nas matérias, o medicamento aparece como motor de emancipação da mulher; enquanto nos grupos novos ativismos levantam a bandeira do corpo sem pílula como ação política pela conquista da liberdade. Concluímos que, no regime de saber-poder contemporâneo, o resgate do corpo feminino natural se reconfigura como um dispositivo de liberdade frente ao controle da medicalização.


Palavras-chave


pílula anticoncepcional; feminismo; medicalização; corpo; ativismo; contracepção; gênero; mídia.

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DOI: http://dx.doi.org/10.29397/reciis.v11i3.1303

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e-ISSN 1981-6278 

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