A instável verdade nos testemunhos sobre estupros na seção ‘Eu, leitora’ da revista Marie Claire

Karina Gomes Barbosa, Rafiza Varão

Resumo


Neste artigo, investigamos os modos como o jornalismo enquadra narrativas testemunhais de estupro publicadas na última década na seção ‘Eu, leitora’ da revista Marie Claire brasileira. A partir de uma análise textual narrativa, cotejada com estudos de trauma e testemunho e com estudos feministas, buscamos problematizar a maneira como o jornalismo lida com o testemunho. Dialogamos com o conceito de fait divers e sua presença no jornalismo dito feminino para compreender os modos como Marie Claire enquadra esses relatos. Concluímos que a revista opera ambiguamente em relação à verdade testemunhal das feridas traumáticas dessas mulheres, ao mesmo tempo se aproximando e se afastando delas, por meio de estratégias narrativas e editoriais.


Palavras-chave


Estupro; Testemunho; Jornalismo; Estudos de gênero; Marie Claire.

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DOI: https://doi.org/10.29397/reciis.v15i3.2319

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e-ISSN 1981-6278 

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