Kleist para tempos de isolamento social: oralidade, corpo e pensamento

Maria Cristina Franco Ferraz

Resumo


O artigo apresenta e explora o texto de Heinrich von Kleist intitulado “Sobre a fabricação gradativa dos pensamentos enquanto se fala” (1805-1806). A tese central do ensaio articula oralidade, corpo e produção de pensamento: apartando-se da tradição metafísica, Kleist investiga a imbricação entre a fala, os estados atmosféricos do corpo e o ato de pensar, salientando as dimensões temporais necessárias à fabricação de ideias, não na mente, mas na prática viva dos falantes, em seus intercâmbios presenciais. O ensaio fornece pistas para que se vislumbrem possíveis efeitos sobre o pensamento no contexto de comunicações tecnologicamente mediadas por conta da pandemia da Covid-19, dissociando o falar da presença direta dos corpos. A metodologia adotada concerne à análise detalhada desse texto (pouco conhecido entre nós), remetendo a alguns conceitos de Deleuze e Guattari e visando a levantar possíveis problemas que o pensamento enfrenta na atual situação de distância entre os corpos.


Palavras-chave


Heinrich von Kleist; Isolamento social; Oralidade; Corpo; Pensamento.

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.29397/reciis.v15i1.2225

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




e-ISSN 1981-6278 

Icict - Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde

Fundação Oswaldo Cruz | Ministério da Saúde
Av. Brasil, 4365 | Pavilhão Haity Moussatché | Manguinhos | CEP 21040-900
Rio de Janeiro | Brasil