“Tudo por conta própria”: autonomia individual e mediação técnica em aplicativos de autocuidado psicológico

Fernanda Glória Bruno, Paula Cardoso Pereira, Anna Carolina Franco Bentes, Paulo Faltay, Mariana Antoun, Debora Dantas Pio da Costa, Helena Strecker, Natássia Salgueiro Rocha

Resumo


Este artigo discute o resultado da análise de 10 aplicativos móveis de autocuidado psicológico utilizados no Brasil, que denominamos PsiApps. A análise se desdobra em duas camadas: uma ‘visível’, que envolve os discursos dos próprios aplicativos para descrever os problemas que visam solucionar, suas promessas e seus métodos; outra ‘invisível’, que inclui formas automatizadas de coleta e compartilhamento de dados dos usuários pelos aplicativos. Veremos como a ênfase na individualidade e na autonomia manifesta na primeira camada torna opaca uma série de mediadores presentes na segunda camada, em grande parte invisíveis para o usuário. O contraste entre a centralidade da agência individual promovida pelos discursos dos PsiApps e o caráter relacional da infraestrutura e do ecossistema de dados que os integram evidenciam as contradições da autonomia ofertada por esses aplicativos.


Palavras-chave


Aplicativos móveis; App Studies; Saúde mental; Subjetividade; Economia de dados.

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DOI: https://doi.org/10.29397/reciis.v15i1.2205

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e-ISSN 1981-6278 

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