Do lugar de fala ao corpo como lugar de diálogo: raça e etnicidades numa perspectiva comunicacional

Muniz Sodré

Resumo


“Eu sou um pessimista ativo, porque tenho fé”. Assim Muniz Sodré se declara ao conceder à Reciis uma entrevista que trata sobre a questão de raça/etnicidades em articulação com os estudos da comunicação. O professor e pesquisador argumenta que a escravidão está enraizada na forma social brasileira, pois a abolição jurídico-política não foi suficiente para abolir os espíritos escravocratas. Mas que é preciso ter fé nas movimentações e contramovimentações sensíveis do corpo do outro, negro, o qual mobiliza as barreiras de imunidade racistas. Sodré entende que a expressão lugar de fala é uma reivindicação efêmera, pois acredita na virtude do corpo como um espaço de diálogo com outros lugares. Em relação aos estudos de comunicação e raça, argumenta que as pesquisas se restringem ainda às descrições das tecnologias da mídia, assim como as pesquisas de maneira geral, mas que esses estudos “têm um papel político forte: eles fazem emergir essa classe intelectual negra que estava submersa”. Muniz Sodré é professor emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro.


Palavras-chave


Etnicidades; Negritude; Racismo; Comunicação; Identidades.

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DOI: https://doi.org/10.29397/reciis.v13i4.1944

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e-ISSN 1981-6278 

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