Teleconsultoria na atenção primária no norte de Minas Gerais: cenário e fatores associados à não utilização por médicos

Renata Fiúza Damasceno, Antônio Prates Caldeira

Resumo


Este artigo objetiva descrever o cenário e identificar fatores associados à não utilização da teleconsultoria pelos médicos da atenção primária na macrorregião Norte de Minas Gerais. Trata-se de um estudo transversal. Para a coleta de dados, foi direcionado um questionário autoaplicado, previamente testado, aos gestores municipais de todos os municípios dessa área. Após análises bivariadas para identificação dos fatores associados à não utilização da teleconsultoria, foi empregada regressão de Poisson com variância robusta. Participaram do estudo 86 gestores municipais de saúde. Importantes barreiras estruturais à implementação da teleconsultoria foram identificadas: falta de computadores com acesso à internet nas unidades básicas de saúde (76,7%) e a qualidade insatisfatória de conexão da internet (16,3%). Na análise múltipla dos fatores associados, apenas a falta de estratégias de motivação por parte dos gestores mostrouse associada (p<0,007; RP=2,19; IC-95%:1,24-3,86) à não utilização da teleconsultoria. Os resultados reforçam o papel do gestor de saúde na promoção do uso do serviço de teleconsultoria na atenção primária.


Palavras-chave


Telemedicina; Atenção primária à saúde, Gestor de saúde; Estratégias de motivação; Barreiras estruturais.

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.29397/reciis.v12i4.1312

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




e-ISSN 1981-6278 

Icict - Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde

Fundação Oswaldo Cruz | Ministério da Saúde
Av. Brasil, 4365 | Pavilhão Haity Moussatché | Manguinhos | CEP 21040-900
Rio de Janeiro | Brasil