O discurso do risco na controvérsia dos emagrecedores: uma análise da cobertura de imprensa nos anos de 2011 e 2014

Vanessa Melo do Amaral, Josué Laguardia, Janine Miranda Cardoso

Resumo


Os inibidores de apetite são comercializados no Brasil há mais de 30 anos. Em 2010, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) iniciou um processo de revisão da avaliação de risco desses fármacos e cancelou, em 2011, o registro dos três emagrecedores à base de anfetamina (anfepramona, femproporex, mazindol), permitindo que apenas a sibutramina fosse comercializada. A decisão foi revogada em 2014 pelo Congresso Nacional, que autorizou a volta ao mercado brasileiro dos anorexígenos derivados da anfetamina. Este artigo analisa a construção dos sentidos sobre risco por jornais diários durante a cobertura noticiosa da controvérsia relativa aos emagrecedores, nesses dois momentos antagônicos. Com base na semiologia dos discursos sociais, foram analisadas 25 notícias de 2011 e 2014 que demonstraram que o discurso do risco, embora presente na maioria dos textos, foi minimizado pela cobertura política que privilegia os conflitos de interesses, os embates travados com a autoridade sanitária e as contradições do processo.


Palavras-chave


risco; obesidade; emagrecedores; jornalismo; comunicação e saúde.

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DOI: http://dx.doi.org/10.29397/reciis.v11i3.1274

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e-ISSN 1981-6278 

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