Comunicação de risco versus comunicação de crise na saúde pública: o discurso das autoridades diante de uma epidemia de dengue

Edlaine Faria de Moura Villela

Resumo


Este artigo busca analisar os discursos, veiculados pela imprensa, das autoridades sanitárias e políticas sobre a primeira epidemia de dengue em Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil, em 1990, com o propósito de verificar a predominância ou não do uso da comunicação de crise. Foi feita uma pesquisa qualitativa embasada na teoria das representações sociais.e foram resgatadas 126 notícias de jornais e revistas sobre a epidemia em questão utilizando o método intitulado discurso do sujeito coletivo. A mídia desviou a atenção dos leitores para os embates políticos, e não para questões relativas ao binômio epidemiologia/saúde. Mesmo que o conteúdo informacional culpasse tanto o governo quanto a população, os leitores assumiram uma postura de passividade diante da situação. A grande mídia tem o poder de influenciar o cotidiano das pessoas e suas atuações políticas. Ela se apresenta como espaço de poder, com força na disputa pela hegemonia e na constituição da opinião pública sobre questões de saúde.


Palavras-chave


comunicação de crise; comunicação de risco; teoria das representações sociais; discurso do sujeito coletivo; comunicação em saúde; dengue; epidemia.

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DOI: https://doi.org/10.29397/reciis.v10i4.1178

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e-ISSN 1981-6278 

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